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Investimentos

Fundos de Capital Protegido: valem a pena?

Em épocas de bolsa em baixa, há um produto que ganha ibope: os fundos de capital protegido (veja, por exemplo, reportagem da Exame aqui). Neste tipo de fundo, o investidor compra bolsa, mas limita a sua perda ao capital investido. Parece legal, não é? Você participa da alta da bolsa, mas se tudo der errado, não sente aquele frio na barriga…

Como discípulos de Milton Friedman, sabemos que não existe almoço de graça. Qual a mágica, então? Simples: você não participa de toda a alta da bolsa, mas apenas de uma parcela. Vejamos um exemplo do Banco Santander, não com bolsa, mas com ouro.

O Fundo Santander PB Ouro Capital Protegido Crédito Privado tem um período de investimento que vai de 22/fevereiro/2011 a 22/agosto/2012. Ou seja, a captação do fundo ocorreu antes do dia 22/fevereiro/2011. A partir dessa data, não ocorrem mais aplicações ou resgates, e o fundo termina no dia 22/agosto/2012. São, portanto, 18 meses de aplicação. A rentabilidade final do fundo depende da rentabilidade do ouro neste período. Mas não é assim tão simples. Veja a tabela a seguir, retirada do regulamento do fundo, onde as barreiras de alta e de baixa são, respectivamente, +45% e -25%. Ou seja, se o preço do ouro, em algum momento nestes 18 meses, cair mais do que 25% ou subir mais do que 45%, dizemos que foram atingidas, respectivamente, as barreiras de baixa e de alta.

Sabendo que Taxa Pré-Fixada citada na tabela é de 39,15%, em que cenário o investidor obtém o seu maior retorno? Vejamos o gráfico a seguir:

Considerei o retorno do fundo APÓS o custo de oportunidade. Em 18 meses, o CDI teria acumulado algo como 18% (lembre-se que, em fevereiro, o BC ainda estava subindo a SELIC, e ninguém imaginava que, em agosto, a taxa estaria sendo cortada). Assim, ter o capital protegido significa perder 18%, pois este seria o retorno em um fundo DI ou de uma LFT no Tesouro Direto. É o que podemos ver na primeira parte da curva D/E.

Observando o gráfico, verificamos que o melhor cenário é o B/C (o ouro sobe 45% ou mais no período, mas nunca cai mais do que 25%), e fecha com retorno negativo. O cenário em que o ouro cai mais do que 25% e sobe mais do que 45% neste período também não é ruim (cenário F). Por outro lado, os cenários A e  D/E só começam a ficar bons com o ouro fechando com alta superior a 15% no período.

Confuso? Então vejamos uma análise mais simples: este investimento contra o ouro em estado puro:

Note que o ouro puro apresenta perdas maiores que o investimento no fundo do Santander em qualquer cenário em que o preço do ouro cai ao final de 18 meses. Até aqui, nenhuma novidade, dado que o fundo chama-se Capital Protegido não por outro motivo. Mas do que você abre mão quando aplica neste fundo? A partir de uma alta de 40% do ouro, você começa a perder no fundo em relação ao ouro. Todo o resto é penduricalho. Isto é o importante: para não perder, você abre mão de ganhar.

Não parece ser mal, dependendo do seu perfil. Você trava o seu ganho entre 0% e 40%. Mas para investidores que querem mais risco, isso pode ser frustrante. Portanto, os fundos de capital protegido servem para um determinado tipo de investidor, que se sente mais confortável travando ganhos e perdas.

É preciso também analisar cuidadosamente de quanta rentabilidade se está abrindo mão (o seguro) para garantir o principal. O seguro, em alguns tipos de fundos, pode sair muito caro, tornando a operação toda pouco lucrativa.

Crédito do thumbnail: Free Digital Photos by cooldesign.

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