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"Como montar o seu Plano de Investimentos"!

 

Investimentos

Imobilizando o seu dinheiro

O leitor Roberto, mais uma vez, propõe assunto interessante. Vejamos:

(…) queria que o senhor falasse sobre investimentos em imóveis. Hoje, quem tem 200.000,00 na mão e aplica em renda fixa, ganha uns 0,5% líquido ao mês. Com esta mesma quantia, se for comprado um apartamento de dois ou três dormitórios e o mesmo for alugado, ganha-se cerca de 0,7% do valor do imóvel ao mês mais a valorização do bem, que via de regra segue a inflação, ou seja, ganha-se IPCA+0,7%. Para quem quer fazer um investimento conservador e não precisa de liquidez, parece uma boa opção, não?

A considerar-se como corretos os números acima, não parece haver dúvida: investir em imóveis parece ser um excelente negócio! No entanto, vejamos um pouco mais de perto a palavra “conservador”.

A cultura de investimento do brasileiro coloca os imóveis no topo dos investimentos ditos conservadores. Em um país marcado por instabilidades institucionais e macroeconômicas ao longo de décadas, o imóvel é o “bem de raiz”, que ninguém vai tirar, é o “bem real”, que protege contra o descontrole inflacionário. Na verdade, em um ambiente instável, pouco importa a “rentabilidade”. O que importa é salvar a pele. O imóvel aparece, neste contexto, como a referência imutável em um mundo caótico.

Mas, o que dizer dos imóveis em um contexto mais “normal”, como o que vivemos atualmente? Neste caso, é preciso sim questionar a rentabilidade do investimento. Pergunto: qual a segurança que se pode ter a respeito dos números acima? Podem, quando muito, representar uma média. Mas as médias, como sabemos, podem ser tudo, menos a rentabilidade final do seu investimento. Influenciando a sua rentabilidade final estarão fatores como altas e baixas do mercado imobiliário, benfeitorias na região onde se localiza o imóvel, “aparecimento” de favelas, mudanças do plano diretor, acidentes no imóvel, etc.

A única forma de minimizar o efeito destas intercorrências é montar uma “carteira” diversificada de imóveis. Ao adquirir imóveis de vários tipos em várias regiões da cidade aumentamos as chances de chegarmos àquela média mencionada pelo leitor. Se é que está correta.

Por fim, é necessário colocar na ponta do lápis as despesas que se tem ao adquirir um imóvel: desde as reformas até o condomínio enquanto não se consegue alugá-lo. E, claro, a valorização do imóvel só é “verdadeira” quando se consegue efetivamente vendê-lo. Dinheiro bom é dinheiro no bolso. O resto, é só desejo e pensamento positivo.

Crédito do thumbnail: Free Digital Photos by cooldesign.

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4 Comentários

  1. Roberto Pina Rizzo disse:

    No longo prazo, IPCA rende mais que um fundo de renda fixa? Estes últimos, quando de boa qualidade, não têm rendimento real, ainda que pequeno?

    • Dr. Money disse:

      Depende do que tem dentro do fundo de renda fixa. Em princípio, no longo prazo, títulos prefixados tendem a render mais que títulos atrelados à inflação com mesmo prazo de vencimento. Isso acontece porque, ao comprar um título atrelado à inflação, você está comprando um seguro contra a inflação. E seguro, você sabe, sempre custa alguma coisa. Assim, se dentro do fundo existirem títulos prefixados com prazo médio igual ou superior ao título atrelado à inflação, o fundo tende a render mais no longo prazo. Mas, cuidado com a taxa de administração, que pode comer este ganho.

  2. Roberto Pina Rizzo disse:

    Dr. Money, se o senhor tivesse hoje em mãos 250.000,00 ou 300.000,00 e não pudesse investir em ações, nem em fundos derivativos, nem em fundos multi-mercado, e não fosse precisar deste dinheiro nos próximos anos, o que faria?

    • Dr. Money disse:

      Simples: compraria uma NTN-B (título atrelado ao IPCA emitido pelo Tesouro Nacional) com vencimento em 2024, através do Tesouro Direto. Mas veja, esta é uma resposta que serve para mim. Alguém com mais apetite de risco poderia comprar uma franquia ou um imóvel para aluguel. Provavelmente vão render mais, mas com mais risco.

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