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"Como montar o seu Plano de Investimentos"!

 

Investimentos

A mágica dos juros compostos

José e João são dois irmãos gêmeos. Ter os mesmos progenitores é a única semelhança entre eles. No restante, são completamente diferentes. José sempre foi responsável, começou a trabalhar cedo, estudou até quanto pôde. João, por outro lado, era a ovelha negra da família: sempre enrolado, vivia pedindo dinheiro emprestado para os pais, parentes e amigos.

Quando José entrou no mercado de trabalho, aos 20 anos de idade, resolveu logo aplicar uma parte de seu salário em um plano de previdência privada. Aplicava R$ 1.000 todo ano. Depois de 13 anos, considerando uma taxa de juros real de 4% ao ano, José já havia acumulado um patrimônio de R$ 16.626,84. Foi quando encontrou seu irmão João em uma festa, e lhe contou sobre os seus investimentos.

João ficou bastante interessado no assunto, e quis saber de seu irmão José quando ele pretendia se aposentar e qual seria o seu capital acumulado na ocasião.

– Bem, se eu continuar fazendo exatamente o que venho fazendo nos últimos 13 anos, chegarei aos 60 anos (daqui a 27 anos portanto) com um capital acumulado de R$ 95.025,52.

João ficou boquiaberto, e decidiu naquele momento adotar o mesmo plano de investimento do irmão. Ele queria saber qual seria o seu valor acumulado se começasse hoje. Seu irmão fez algumas contas rápidas e sentenciou:

– R$ 47.084,21.

João mostrou surpresa. Afinal, iria investir durante 27 anos e acumularia menos da metade do que o seu irmão, que iria investir durante 40 anos. Por que essa diferença tão grande?

– Fácil, explicou José. Aqueles primeiros 13 anos que eu juntei dinheiro continuarão rendendo ao longo dos próximos 27 anos. É o poder das taxas de juros!

Inconformado, João quis saber com quanto teria que contribuir para acumular o mesmo que o irmão aos 60 anos de idade. José fez mais algumas contas: R$ 2.018,20. Claro, para acumular o dobro, será preciso contribuir com o dobro.

Ou seja, o fato de ter atrasado em 13 anos (cerca de 1/3 do período de acumulação, portanto), fará com que João tenha que contribuir com o dobro para acumular o mesmo que o irmão.

Esta é mágica dos juros compostos. Gostou?

Crédito do thumbnail: Free Digital Photos by codrin.

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2 Comentários

  1. Roberto Pina Rizzo disse:

    Dr. Money, sinto que há na nossa sociedade certos tabus com relação à riqueza. A idéia de empreender (entenda-se: ganhar dinheiro com o trabalho dos outros) e acumular riqueza (o que para alguns traz à mente a história do camelo passar pelo buraco da agulha) é sentida como algo oportunista no insconciente coletivo. Comente este fenômeno e fale um pouco sobre os aspectos morais da riqueza.
    P.S.: já vou adiantando que minha visão é totalmente pró-capitalista.

  2. Roberto Pina Rizzo disse:

    Dr. Money, já que o assunto é previdência privada, queria comentar que tenho "mixed feelings" sobre este tipo de coisa. Por um lado, é legal transferir para o agente financeiro o "risco de ter uma vida longa", mas por outro vejo que o necessário a aplicar para garantir uma aposentadoria digna é bastante alto.

    Afinal, o órgão tem de pagar os aposentados e sua estrutura operacional… Assim, logicamente, a conta tem de ficar salgada para alguém…

    No princípio, as taxas de carregamento eram escandalosas. Oh, que grande fardo eles CARREGAREM meu dinheiro por 20 anos, coitadinhos, podendo aplicar por longo prazo e me remunerando só um pouco acima da renda fixa… O próprio nome "carregamento" já sugeria que o investidor deveria achar que o órgão estava fazendo um sacrifício em lidar com o dinheiro aplicado, né?

    Por força de mercado, esta taxa infame caiu bem.

    Mas, voltando ao grande dilema: se eu administrar meu próprio dinheiro, não pagarei a estrutura deles, mas não saberei se estou indo numa linha boa porque não sei em que dia vgou bater as botas. Vai que eu vivo mais de 90 anos e aí…

    Por isto, volto à questão da produção… Se, bem velhinho, eu puder complementar minha renda tendo um negócio, mesmo que seja uma banca de jornais, um delivery de qualquer coisa ou uma consultoriazinha que dê treinamento, melhor. Aliás, isto forçará uma atividade que trará uma velhice mais saudável do que ficar de pijamas vendo o fundo de previdência creditar o que, tadinhos, "carregaram" por tanto tempo para mim…

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