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Educação Financeira

7 dicas para montar um orçamento familiar

Para aqueles que realmente querem viver uma vida financeiramente tranquila, o orçamento familiar é uma peça fundamental. Sem ele, é como se você tentasse dirigir um carro em meio a uma neblina pesada, sem conseguir enxergar um palmo adiante do nariz. A forma que você vai adotar pouco importa: pode ser um software especial, um planilha eletrônica ou um papel de pão. Mas alguns elementos são essenciais ao se montar um orçamento familiar. Vejamos:

1) Raciocine em termos anuais.
Algumas despesas, como por exemplo o IPVA, seguros, despesas com material escolar, férias, não são mensais. E algumas receitas também não são: o 13o salário ou, se você for um profissional liberal ou um empresário, a sua renda pode ter picos e vales sazonais. Por isso, é importante raciocinar em termos anuais, somando todas as suas despesas e receitas ao longo de um ano inteiro. Um bom momento para se fazer isso é o início do ano. A montagem desse orçamento anual é uma boa ocasião para juntar a família e discutir prioridades e onde o dinheiro será gasto.

2) Faça um fluxo de caixa, prevendo despesas e receitas dos próximos 3 meses.
Você montou o seu orçamento anual. Tudo bem? Ainda não. Ao compatibilizar as suas receitas anuais com as suas receitas anuais, você não garante que terá o dinheiro certo na hora certa. Por exemplo, você precisa pagar uma prestação amanhã, mas vai receber o seu salário só no fim do mês. Resultado: um buraco no seu orçamento, que será coberto pelo cheque especial. Por isso, é importante verificar a compatibilidade entre aquilo que entra e sai no curto prazo. Fazendo isso para um horizonte de 3 meses, você pode eventualmente antecipar-se e procurar cobrir um eventual rombo com um empréstimo mais barato que o cheque especial.

3) Não basta fazer, é preciso acompanhar o seu orçamento.
Pelo menos uma vez por mês, é preciso pegar aquele seu orçamento anual e verificar se as premissas utilizadas ainda são válidas. Ou seja, se os seus gastos e suas receitas vão caminhando conforme o previsto. É natural que, ao prever um ano para frente, cometamos erros. O acompanhamento mensal, portanto, é essencial para que você possa fazer correções de rota. Por exemplo, você descobre que está gastando mais do que o previsto com material escolar ou com remédios. Portanto, vai precisar cortar outras despesas previstas, para fazer o seu orçamento chegar ao final do ano. É sempre melhor descobrir isso antes e tomar as providências devidas, do que descobrir tarde demais que acabou o dinheiro no banco.

4) Tome nota de todas as suas despesas.
Para fazer o acompanhamento do seu orçamento, obviamente é preciso saber onde você gastou o seu dinheiro. Gastos feitos com cheque ou no cartão de crédito são fáceis de acompanhar, pois ficam registrados. O mesmo não ocorre, no entanto, com os gastos em dinheiro. E, às vezes, os gastos em dinheiro vivo são uma parte relevante das despesas da família. O sujeito saca o dinheiro no banco, e sai gastando. No final do mês, não sabe porque acabou o dinheiro. É preciso anotar onde o dinheiro foi gasto, e colocar estes gastos no orçamento. Você vai se surpreender quando começar a fazer isso.

5) Seja pessimista com a previsão de receitas e despesas.
Ao prever suas receitas e despesas anuais, não conte com o ovo dentro da galinha. É melhor ter surpresas positivas do que negativas ao longo do ano, ao descobrir que você foi pessimista demais com a previsão de despesas e receitas. Ah, e não se esqueça da inflação: as suas despesas vão aumentar em relação ao ano passado, não diminuir.

6) Preveja um percentual para poupança de longo prazo.
A primeira despesa a ser prevista deveria ser o investimento para a aposentadoria. Algo como 10% do total  de sua receita. Este é o tipo de despesa que é a primeira a ser cortada no momento de dificuldade. E não deveria ser assim. Obviamente, não faz sentido pagar juros em empréstimos e, ao mesmo tempo, fazer poupança. Se há dividas, principalmente no cheque especial e cartão de crédito, é sempre melhor pagá-las. Mas, entre comprar um bem e poupar, a preferência deveria ser a poupança. A tranquilidade de amanhã se compra hoje.

7) Tenha uma reserva para emergências.
Além de fazer o seu ano chegar ao fim sem ficar devendo, o ideal é poder contar com uma reserva para emergências. Algo equivalente a 3 a 6 meses de despesas guardadas em alguma aplicação de alta liquidez. Essa reserva servirá para o caso de um desemprego ou acidente inesperado. Aqui vale a mesma observação do item anterior: não faz sentido ter uma poupança e, ao mesmo tempo, pagar juros. Primeiro, pagar as dívidas, depois poupar.

Crédito do thumbnail: Free Digital Photos by Stuart Miles.

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4 Comentários

  1. Danie disse:

    Comecei a usar uma planilha este ano, e uma coisa que percebi ao acompanhar meus gastos de perto é que muito dinheiro era desperdiçado com bobagens.. mas ao anotar tudo e é TUDO mesmo da pra controlar, estou no terceiro mes da planilha e contando, espero que de tudo certo no final do ano.. minha poupança, minha reserva para a viajem com a namorada em 2013 e meu retorno a faculdade agora no segundo semestre, pois me apertei e nao pude continuar..

    • Dr. Money disse:

      Danie, é isso mesmo! O primeiro passo para qualquer vida financeira organizada é ter consciência do que se gasta. Inclusive em dinheiro vivo. Muitos controlam o talão de cheques e o cartão de crédito, mas desprezam os pequenos gastos feitos em dinheiro vivo, que podem representar uma quantia razoável no final do mês. Danie, você não vai se arrepender. No começo é duro, mas quando se tornar um hábito, vai ficar mais fácil. E você vai se surpreender com a sua eficácia. Boa sorte!

  2. Everton Ricardo disse:

    Excelente Dr. Money
    Precioso artigo, de extrema importância.
    Também tenho um comentário a fazer parecido com o do PedroH.
    Nos primeiros 6 meses do ano planejo todas as contas dos 12 meses do ano.
    Já no segundo semestre procuro concentrar no planejamento dos impostos dos 2 primeiros meses do ano seguinte, ou seja, IPVA, IPTU etc.
    Agindo assim, tenho o dinheiro de minha férias livre para viajar. Coisa que outros o utilizam para pagar dívidas.
    Ah, e o 13. salário eu o utilizo pra investir ou troca de carro, reforma da casa, etc. Tudo pagamento à vista, já que o 13o. não esta planejado para contas, dívidas, impostos ou emergências.
    Abraços

  3. PedroH disse:

    Ótimas dicas.

    Vou deixar a minha:
    Durante o ano, tenho costume fazer uma provisão para as principais despesas do início do próximo ano (IPVA, IPTU, seguros). Dessa forma, consigo um desconto pagando à vista. Além disso, é bom pra controlar meu consumismo, pois me tira a falsa ilusão que tem dinheiro "sobrando" nos meses mais tranquilos.

    abraços

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