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Educação Financeira

Planejando sua viagem ao exterior

Com o dólar (ainda) barato, a viagem ao exterior é uma tentação cada vez mais próxima do bolso do brasileiro comum. Não é à toa que os aeroportos estão abrindo o bico… Uma questão que sempre atormenta aqueles que pretendem passar as férias com o Mickey é a questão do câmbio: devo comprar os dólares (ou os euros) agora, daqui a pouco, ou um pouco antes da viagem?

Bem, então prepare-se: eu, Dr. Money, vou dar agora a dica mãe de todas as dicas, aquela que vai mudar o rumo da sua existência (mas, espero, não o rumo de sua viagem, hehe): não é possível saber qual será a cotação do câmbio amanhã, ou semana que vem, ou no fim do ano, ou no ano que vem. E quem diz que sabe, está enrolando.

O câmbio é uma variável financeira extremamente complexa. Depende, no curto prazo, do humor dos investidores e, no longo prazo, da interação de uma infinidade de variáveis macroeconômicas e financeiras no mundo inteiro. São milhões de agentes interagindo diariamente, seja no comércio internacional, seja em produtos financeiros. Até você, ao comprar a sua passagem aérea para o exterior, está influenciando o câmbio. É mais fácil acertar a previsão do tempo para o Reveillon do que a taxa de câmbio na virada do ano. Por isso, é melhor simplesmente desistir de tentar adivinhar o melhor momento para comprar os seus dólares.

– Mas então, Dr. Money, não há salvação? Estamos condenados a uma espécie de loteria?

É mais ou menos isso sim. Mas calma, há algumas estratégias para lidar com essa situação:

1. Uma parte importante de sua despesa de viagem pode ser paga antecipadamente: passagens aéreas, hospedagem, aluguel de carro, tudo isso pode (e até deve) ser reservado com antecedência. Pois bem, quando pagamos antecipadamente, já travamos o câmbio de antemão. E aqui está a dica: esqueça o câmbio depois disso. Não fique observando o vai-e-vem do dólar, imaginando que você poderia ter pago menos por sua viagem se tivesse esperado, por exemplo, um mês. Não vai adiantar nada, não é mesmo? A menos que você tenha tendências masoquistas, simplesmente esqueça. Não olhe mais.

2. Para aqueles dólares que você pretende levar em espécie, o melhor seria comprar aos poucos, se não incidir uma taxa bancária em cada compra. Se incidir, melhor comprar tudo de uma vez. Quando? Quando você tiver o dinheiro disponível. É o mesmo raciocínio do item anterior: você trava um determinado custo em reais, e esquece o assunto. O fim da angústia não tem preço.

3. Há também os gastos que você vai fazer no cartão (as comprinhas…) e pagar um mês depois de voltar ao Brasil. Aí também, é aquele sofrimento, sobre qual será o valor em reais daquela camisa super-barata, ou daquele perfume de-graça. Em primeiro lugar, as mercadorias são normalmente tão mais em conta no exterior, que mesmo com uma mega-desvalorização de, digamos, 20%, as suas compras ainda terão valido a pena. Ocorre que o nosso modo de pensar fixa um determinado nível de preço, e qualquer preço acima deste nível nos faz sentir mais pobres. Não é verdade! Compare com os preços no Brasil, este é o parâmetro real. O preço com o câmbio mais barato simplesmente não existiu para você, o que vale é o que você de fato pagou. Agora, se você é realmente preocupado com uma desvalorização cambial entre hoje e o dia do pagamento da fatura do seu cartão quando você voltar de viagem, talvez seja o caso de aplicar em um fundo cambial o que você pretende gastar no exterior. Claro, se você tiver o dinheiro disponível já hoje.

A minha dica final é a mesma que certa ministra do turismo deu aos viajantes do país, cansados de aeroportos lotados. Não vou repetir aqui a frase por todos conhecida, por não considerá-la no tom adequado para um blog de família, mas o sentido é claro: a viagem para o exterior deve ser um momento de relax, e o dinheiro gasto deve ser encarado como um investimento no seu próprio bem-estar e o de sua família. Por isso, sou do partido de quanto antes você puder “travar” o preço de sua viagem em reais, melhor. Assim, você já sabe de antemão quanto vai gastar, e não dá sopa para o azar. A não ser que você goste de apostar. Mas, então, sugiro que vá a Las Vegas, travando antecipadamente o custo da viagem em reais.

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2 Comentários

  1. investindoja disse:

    Sigo esta receita sempre que viajo…deixo tudo pago antecipadamente e procuro sempre programar um valor alto para gastar por dia … pra sempre sobrar e nem precisar usar o cartão!!

  2. Prof. Elisson de Andrade disse:

    Mais uma aula de bom senso!

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