Quer ganhar um e-book GRÁTIS?


Assine a nossa lista, e receba grátis o e-book

"Como montar o seu Plano de Investimentos"!

 

Investimentos

O gestor, esse desconhecido

Artigo originalmente publicado no portal InfoMoney.

“David Corkins, um dos mais experientes e habilidosos gestores da Janus Asset Management, foi-se embora em novembro. Foi uma grande perda para uma empresa que, aparentemente, estava se recuperando. Corkins havia conseguido bons resultados para o fundo Janus Growth Income. O anúncio seguiu a notícia de que o veterano gestor Scott Schoelzel (gestor do Janus Twenty) se desligará da empresa até o final do ano. Também a estrela ascendente Minyoung Sohn está partindo.”

O trecho acima foi retirado de um boletim da Morningstar[1]. E é bem típico da cultura de fundos de investimento nos Estados Unidos, onde o gestor, aquele que toma as decisões de investimento, é muitas vezes um ícone. Muitos gestores fizeram e fazem história naquele país, como Bill Miller (Legg Mason), Peter Lynch (Fidelity), Bill Gross (PIMCO) e tantos outros. Os investidores, muitas vezes, seguem o seu gestor predileto quando estes mudam de empresa. Seria o mesmo que mudar de time de futebol quando o seu ídolo é negociado com outro clube.

No Brasil, isso tudo parece meio esquisito. Em um país em que a maioria dos investidores ainda acha que, quando investe em fundos de renda fixa, está comprando um CDB de um banco, falar em gestor de fundos não parece fazer muito sentido. Com algumas raras exceções, como Armínio Fraga do Gávea Investimentos ou Luís Stuhlberger da Hedging Griffo, o gestor é um ilustre desconhecido para o investidor. Mas deveria ser diferente?

Para responder a esta questão, precisamos entender melhor a natureza dos fundos de investimento. Um fundo de investimento é um negócio que envolve principalmente confiança. Você entrega seu dinheiro para que um terceiro administre em seu nome. As decisões de investimento que o gestor tomar refletirão diretamente no seu bolso. É uma senhora responsabilidade. Note que é diferente de um CDB, em que o dinheiro que você empresta ao banco vai voltar para você em uma determinada data, reajustado por uma determinada taxa de juros, independentemente de qual tenha sido a estratégia adotada pelo banco. É claro, se o banco não quebrar nesse meio tempo. Já no caso dos fundos, as decisões tomadas pelo gestor importam, e muito. Por isso, é importante que você, para começar, reconheça o papel que o gestor tem para a performance do seu fundo. No Brasil, essa confusão se agrava pelo fato de que as maiores empresas de gestão de fundos são também os maiores bancos, o que enseja perguntas do tipo: “Qual banco está pagando melhores taxas?” – referindo-se a fundos de investimento…

Quando falamos em gestor, podemos estar nos referindo à pessoa física (como vimos acima) ou à empresa que faz a gestão do fundo. Muitas companhias adotam a filosofia do trabalho em equipe, em que não há um determinado gestor que se destaque. Nem por isso o papel do gestor, nesse caso a equipe, é de menor importância. Seja um one-man-show, seja uma equipe, é fundamental ter em mente que a saúde do seu investimento depende das decisões tomadas por eles.

Inegavelmente, este é um aspecto que afugenta alguns investidores, que preferem tomar as rédeas de suas próprias finanças a confiar em terceiros. No entanto, essa não é uma alternativa para muitos de nós, que preferimos gastar o nosso pouco tempo livre em coisas mais nobres, como família, hobbies, descanso, etc. Portanto, se não pode ir contra eles, aprenda a conviver com eles. Em posts futuros, veremos algumas regras para tentar minimizar o risco de dores de cabeça com a escolha da empresa que vai gerir os seus investimentos.


[1] Morningstar é uma das principais empresas de avaliação de fundos de investimento dos Estados Unidos.
Crédito do thumbnail: Free Digital Photos by Sira Anamwong.

Receba atualizações do site em seu e-mail!

Para enviar seu comentário, preencha os campos abaixo:

Deixe uma resposta

*

1 Comentário

  1. Roberto Pina Rizzo disse:

    Às vezes eu tenho a impressão que o gestor de fundos monta uma carteira e senta em cima dela. Move-se muito pouco, conta com o longo prazo… Deixa de fazer movimentos que mesmo para um semi-leigo seriam óbvios. É claro que o gestor é premiado pelo desempenho do fundo, mas a boa e velha ginástica do "compra na baixa e vende na alta" tenho visto menos do que eu desejaria… As carteiras ficam muito paradas… Acho que não precisam rebolar muito… Afinal, o investidor brasileiro em fundos mal compara as rentabilidades e taxas de administração, quanto mais consegue perceber o dinamismo do gestor.

Por gentileza, se deseja alterar o arquivo do rodapé,
entre em contato com o suporte.