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Educação Financeira

O seguro de vida deve fazer parte do seu planejamento financeiro

Artigo no Insurance Networking News (aqui) chama a atenção para o fato de que os consultores financeiros nos Estados Unidos frequentemente esquecem de incluir o seguro de vida no planejamento financeiro de seus clientes.

Trata-se de um assunto incômodo: pensar na própria morte prematura, e preparar-se para isso. Mas é um dever. A constituição de uma poupança para a aposentadoria parece ser um hábito que já vai tomando conta da classe média brasileira. Mas há um pressuposto óbvio por trás da ideia da aposentadoria: é preciso chegar vivo até lá. E se não acontecer?

– Mas eu já tenho um seguro de vida que a empresa paga!

Pergunto: você sabe exatamente quanto o seguro vai pagar em caso de morte? Se você sabe, parabéns. A maior parte das pessoas não conhece o seguro de vida de sua empresa. E para aqueles que trabalham como autônomos ou empresários, a contratação de um seguro é ainda mais importante.

Ter um seguro da empresa, ou um seguro do PGBL (os planos normalmente permitem a contratação de um seguro de vida anexo) é um bom começo, sem dúvida. Mas pode não ser suficiente. Faça uma conta simples. Considere o total de suas despesas anuais hoje, e faça uma projeção até o fim do período de estudos de seus filhos (geralmente 24 anos), tendo em mente que os gastos com educação crescem ao longo do tempo. Deduza a renda do cônjuge. Este é o montante que precisa ser recebido em caso de morte, para que o cônjuge não passe necessidades.

Digamos, por exemplo, que você tenha 3 filhos, com 10, 7 e 5 anos de idade. Faltam, respectivamente, 14, 17 e 19 anos para que cada um deles complete 24 anos de idade, totalizando 50 anos. Considerando que os gastos com educação sejam de R$ 25 mil por ano/filho (cada um coloque aqui o valor que achar mais conveniente), temos um gasto total de R$ 1,25 milhão. Se você considerar gastos adicionais de, por exemplo, R$ 100 mil/ano com o restante das despesas (casa, comida, automóvel, etc), o total de despesas nos próximos 19 anos (quando o filho mais novo completar 24 anos) será de R$ 1,9 milhão. Portanto, uma despesa total de R$ 3,15 milhões. Se o seu cônjuge tiver uma renda anual de R$ 120 mil/ano (o equivalente a R$ 2,28 milhões nos próximos 19 anos), isso resulta em um saldo negativo de R$ 870 mil (R$ 3,15 milhões – R$ 2,28 milhões). Este deveria ser o valor da cobertura do seguro de vida para o período de estudos de seus filhos, considerando que o cônjuge aplicará estes recursos a uma taxa que pelo menos proteja-os da corrosão inflacionária.

Este raciocínio, claro, considera uma série de premissas, que devem ser adaptadas caso a caso. O importante é cada um conscientizar-se da necessidade de pensar no seguro de vida como parte importante do seu planejamento financeiro. Nem que seja para que se tenha consciência de quanto um cônjuge deverá apertar o cinto no caso da falta do outro.

Crédito do thumbnail: Free Digital Photos by Stuart Miles.

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6 Comentários

  1. Dr. Money disse:

    É caro sim, Pedro, mas a vantagem tributária pode compensar. Veja o meu post a respeito: Tesouro Direto ou PGBL? http://www.drmoney.com.br/2011/04/tesouro-direto-ou-pgbl.html

  2. PedroH disse:

    Vou procurar me informar, sim.

    Tenho procurado me informar também sobre a previdência complementar desde aquela sua publicação sobre os planos ciclo de vida. Mas estou desanimado com as taxas de administração, que giram em torno de 3,4% + taxa de carregamento. É uma taxa de adm. razoável?

    Obrigado,

  3. Dr. Money disse:

    PedroH: nunca é cedo demais para pensar nisso. Infelizmente, morrem pessoas de todas as idades todos os dias. Se você não está seguro de que o patrimônio que você acumulou até o momento será suficiente para deixar a sua esposa e filhos com uma certa tranquilidade, então é bom pensar nisso sim. Mas pesquise muito antes. Os gerentes dos bancos são pagos para empurrar este e outros produtos, e não necessariamente são os mais baratos. Boa sorte!

    Major: está corretíssimo! O seguro serve para aqueles que não acumularam patrimônio suficiente. Pense no seguro como um "ativo virtual" (chamamos tecnicamente de "ativo contingente"), que só existirá se algo acontecer. Se você não precisa deste ativo extra, então não tem porque fazer seguro. Abraço e boa sorte!

  4. Major disse:

    Este é um assunto delicado mesmo que quase todo mundo negligencia.

    Eu acabei decidindo não fazer seguro de vida por já ter acumulado em investimentos o valor necessário para as despesas com educação e alimentação de meus filhos até a idade adulta. Então se eu me for mais cedo (toc, toc, toc na madeira) a herança faz a função de seguro de vida. Concorda com este raciocínio ?

  5. PedroH disse:

    Outro dia o meu gerente de banco me ofereceu um plano de seguro de vida, mas sem muitas informações eu neguei achando que era cedo demais (tenho 28 anos, casado, sem filhos).

    Há alguma vantagem em se fazer o seguro de vida o quanto antes? Ou melhor, há alguma idade/fase da vida ideal para se fazer tal seguro?

    Obrigado

    • Paula disse:

      Pedro,
      Não há idade perfeita para fazer, porem pessoas morrem odos os dias, de todas as idades.
      Quando se pensa no bem estar de quem depende de nós e sempre bom fazer um quanto antes.

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