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Investimentos

E o dólar, hein?

Quem estava planejando o verão com o Mickey, começa a ficar preocupado. Hoje o dólar chegou a bater R$ 1,95, e não fosse a intervenção do BC, chegaria a R$ 2,00 fácil. Mas o que aconteceu?, poderia perguntar o assustado leitor. Afinal, já havíamos nos acostumado com o dólar em uma direção só: para baixo. As medidas tomadas pelo governo para conter a valorização do Real davam algum resultado durante alguns dias, para depois a moeda retomar a sua trajetória “normal”. O que aconteceu agora de diferente?

Em primeiro lugar, o BC derrubou a SELIC de maneira surpreendente no final de agosto. Taxas de juros mais baixas tendem a atrair menos recursos estrangeiros para o país. No entanto, não é a primeira vez que o BC baixa as taxas de juros. Já houve outros ciclos de redução da SELIC, com o Real se valorizando ao mesmo tempo. Por que dessa vez seria diferente? Talvez pelo fato do corte da SELIC ter sido uma decisão bastante polêmica, passando a sensação de que o BC não está nem aí para a inflação, e que vai continuar derrubando a taxa de juros independentemente de qualquer outra consideração. Esse tipo de atitude é inédita, e pode sim ter influenciado a desvalorização do Real.

Outro ponto relevante é a deterioração do cenário internacional (de novo). Nada de novo aqui, não é a primeira vez (nem será a última) que acontece, mas parece que, dessa vez, as moedas estão sentindo mais. Neste mês de setembro, todas as moedas, com mais ou menos intensidade, se desvalorizaram em relação ao Dólar. O Real, porém, apresentou uma desvalorização maior do que a média, por enquanto sendo a campeã neste mês.

E, na medida em que o dólar foi avançando (R$ 1,60, R$ 1,70, R$ 1,80…), quem estava fora começou a sentir medo. Medo do câmbio sair do controle, e realmente machucar suas finanças. É o caso de empresas que têm dívidas em dólares, por exemplo. Ou de pessoas com viagem ao exterior programada. Neste momento, a porta fica estreita para todo mundo que quer comprar dólares, principalmente depois das medidas que governo adotou para dificultar a venda de dólares no mercado de derivativos. Ou seja, falta vendedor de dólar nessa hora. E aí cria-se o que se chama de overshooting. Ou seja, uma reação exagerada dos preços. E este é um processo que se retro-alimenta, pois a subida exagerada do dólar ativa mecanismos de stop-loss de fundos de investimento e outros agentes.

Por outro lado, o BC começou a intervir no mercado quando o dólar ultrapassou R$ 1,90. O governo sempre quis ter um Real mais desvalorizado para proteger a indústria, mas é preciso combinar com a inflação. Uma desvalorização de 20% da moeda tem um impacto relevante na inflação, principalmente quando as commodities não se desvalorizaram no mesmo montante. Por isso, é provável que o BC continue atuando nesse patamar de preços no curto prazo.

E o que fazer agora?

Bem, como em todo movimento muito forte de mercado, a melhor coisa a fazer é sair para tomar um cafezinho e voltar daqui a pouco. Relaxe. Não tome decisões precipitadas. Observe onde o câmbio vai estabilizar-se um pouco, e aí sim, retome seus planos de viagem ou de gastos no exterior. Hoje não dá para ter idéia de quanto você deve reservar para a sua viagem. Portanto, aguarde.

– Mas Professor Money, eu já tinha tudo planejado, e agora fui pego de surpresa…

Pois é, a vida é assim, cheia de surpresas, algumas desagradáveis. Esqueça, por um bom tempo, o dólar a R$ 1,55. Isso é passado. Adapte seu orçamento ao novo patamar, quando o câmbio se estabilizar um pouco. Sua viagem ao exterior vai sair um pouco mais cara. Acostume-se a isso, e seja feliz.

Crédito do thumbnail: Free Digital Photos.

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4 Comentários

  1. Roberto Pina Rizzo disse:

    Vamos produzir mais serviços, software, coisa que não dependa tanto de insumos importados…

  2. Marcio disse:

    O mercado interno é o que salvou e o que vai salvar o Brasil. Mas temos que considerar que, a nossa industria está caminhando em rumo a desindustrialização. Portanto, com a variação do dólar, os insumos importados (em crescente) impactam diretamente no custo de produção…

  3. Roberto Pina Rizzo disse:

    Se o dólar cai, tem gente que se alarma e chora. Se o dólar sobe, tem gente que se alarma e chora. Melhor mesmo esquecer. Vamos PRODUZIR e esquecer um pouco o sobe e desce das moedas, das cestas de moedas, dos índices futuro de moedas e do índices futuros de cestas de moedas. Um mercado interno forte é uma das poucas coisas que pode nos salvar nesta nova "marola" que vem aí. Ora et labora.

  4. Marcio disse:

    Creio que essa queda do dólar, não tem muito ver com a Selic, já que continuamos a pagar a maior taxa do mundo de longe. A questão central é o que está acontecendo na economia internacional, crise das dívidas soberanas, risco de calote da Grécia, concomitantemente, expectativa (quase uma certeza) de que uma recessão está chegando para ficar nos EUA e Zona do Euro, que afetara diretamente os BRIC´s. Essas incertezas, fazem os investidores fugirem para dólar, que apesar dos pesares, permanece como o meio de pagamento utilizado mundialmente.

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