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Educação Financeira

Trocando o carro sem ficar a pé

O leitor Roberto pergunta:

“Professor Money, fale um pouco sobre troca de carro financeiramente inteligente. Tenho feito o seguinte: pego um ótimo carro zero e fico com ele por dez anos. Claro que no final a manutenção começa a pesar, mas qual seria o ponto ótimo de troca, à luz da inteligência financeira?”

Bem, pode parecer piada, mas em alguns casos a decisão financeiramente inteligente é… não ter carro! Mas isso fica para um próximo post. Vamos à questão do Roberto.

Há dois tipos de custos a serem considerados: o custo de manutenção e o custo da troca do carro. Ambos os custos são crescentes no tempo, mas crescem de maneira diferente: o custo de manutenção cresce cada vez mais, enquanto o custo de troca cresce cada vez menos, à medida que o tempo passa. Para entender o que isso significa, vamos raciocinar sempre em termos de custos anuais. Por exemplo, digamos que no primeiro ano o custo de manutenção seja de R$ 500 e no segundo ano seja de R$ 1.000. Dessa forma, o custo de manutenção médio desses dois primeiros anos foi de R$ 750 por ano. O raciocínio para o custo de troca é o mesmo: digamos que você fique com o carro durante dois anos, e a diferença de preço para trocar por um zero seja de R$ 5.000. O custo médio para a troca do carro é de, portanto, R$ 2.500 por ano. Há ainda outros custos, como o IPVA e o seguro, que são função do preço do automóvel. Vamos assumir que estes dois custos representem 10% do valor do carro a cada ano, e vamos usar o mesmo raciocínio do custo médio anual para considerar também essas despesas.

Uma premissa importante a considerar é como os custos de manutenção crescem anualmente. Como isso varia de carro para carro, vamos fazer duas simulações: uma para um crescimento dessas despesas de 25% ao ano, e outra de 50% ao ano, com um custo inicial de R$ 500 no primeiro ano. Acho a primeira premissa mais razoável, mas vamos fazer também com a segunda só para ver o que acontece. Para os preços do carro, vamos usar a tabela FIPE de um Gol modelo 1.6 Mi Power Total Flex 8V 4p. Este modelo mudou no ano 2009, aumentando o preço do carro neste ano, mas é a vida: é bom contar com que isso aconteça, caso em que você terá que gastar um pouco mais para trocar de carro. Vejamos então as duas simulações, lembrando sempre que se trata de gastos anuais:

Note que, a partir do modelo 2006, o gasto anual se estabiliza se o custo de manutenção crescer a 25% ao ano, ou começa a crescer se o custo de manutenção aumentar em 50% ao ano. Ou seja, a partir de 5 anos de uso, o custo de não trocar um carro usado por um zero pode começar a crescer, dependendo dos custos de manutenção. Este parece ser um bom momento para trocar o carro.

Bem, esta é apenas uma simulação, considerando algumas premissas. Meu caro Roberto, sugiro fazer a mesma simulação adotando as suas próprias premissas para o seu caso específico. Mas não acredito que chegue a resultados muito diferentes.

Uma última observação: o fato de ser uma decisão financeiramente inteligente, como você diz, não significa que seja a correta para todas as pessoas. Tem gente, e isso é absolutamente legítimo, que gosta de sentir o cheirinho de um carro novo a cada dois anos. Vai pagar mais caro por isso, como vimos, mas gastar dinheiro com algo que julgamos importante não é necessariamente errado. Cada um sabe onde gasta o próprio dinheiro!

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1 Comentário

  1. Gouvea disse:

    Olá Dr. Money, ótimo estudo, dependendo do carro, compensa ficar mais de 5 anos, por exemplo, um fiat uno ou um celta, tem um custo de manutenção bem baixo, mesmo após 5 anos o custo continua estável. Falo porque ainda tenho um fiat uno ano 2006.

    Parabéns pelo site, descobri a pouco tempo através do Valores Reais.

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