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Investimentos

Risco sem perda

Como todo brasileiro, joguei na mega-sena do fim de ano. Aquela que sorteou mais de R$ 100 milhões. Não que eu acredite que vá ganhar algum dia com esse troço. Mas sabe como é, todos os meus amigos jogando, bolão pra lá, bolão pra cá… como diz o provérbio castelhano, “no creo en brujas, pero que las hay, las hay”. Bem, acertei as 6 dezenas… em 6 cartões diferentes. Às vezes penso que as regras desse jogo são um tanto injustas.

Em casa, as crianças souberam que eu estava concorrendo, e ficaram elétricas. Para elas, as chances de ganhar eram enormes. Só o fato de estar concorrendo já deveria ser suficiente para o meu favoritismo. Foi um choque quando souberam que eu havio ganho só experiência. Eu só tive a dimensão correta do choque quando a minha filha de 7 anos perguntou-me hoje, mais de duas semanas depois do evento, por que afinal eu não havia ganho. Respondi-lhe que os meus números não foram sorteados, só isso. Ela não desistiu e voltou à carga: mas então por que afinal você jogou?

Aquela pergunta pegou-me desprevenido. Como assim, por que eu joguei? Eu joguei para tentar ganhar, ora.

– Mas se você não ganhou, por que jogou?

Essa pergunta, que parece infantil, na verdade é a pergunta que muito investidor se faz depois de perder dinheiro. As perspectivas da bolsa parecem boas, vamos fazer uma fezinha. Algum tempo e desvalorizações depois, o investidor se pergunta: afinal, por que joguei, quer dizer, investi? Se não tivesse feito, teria ainda o meu dinheiro…

Pois é, esse raciocínio tem tanto sentido quanto o da minha filha de 7 anos. Antes de investir, não se sabe o que vai acontecer. É o que chamamos de risco do investimento. Só que o investidor gostaria que houvesse somente risco de ganho. Infelizmente, há também risco de perda. E quando perde, pergunta-se: por que joguei?

A resposta é óbvia: por que antes de jogar não se sabia qual seria o resultado final. Na verdade, o investidor deveria tomar a sua decisão de investimento olhando para o risco, e não para o retorno. O retorno pode acontecer ou não. O risco sempre estará lá. Como em tudo na vida (casamento, investimentos, loteria), a esperança comanda a decisão: olha-se quanto se pode ganhar. Quando se deveria olhar quanto se pode perder. Ou seja, o risco.

– Mas isso é meio covarde, não? Desse jeito nem se sai da cama…

Pode ser. Mas aqui repito um dos axiomas de Zurique de que mais gosto (veja dica de leitura ao lado): “Otimismo significa esperar o melhor, mas confiança significa saber como se lidará com o pior”.

Ah! e uma última coisa que sempre gosto de repetir, e vocês verão por aqui ad nauseam: não existe bobo nem milagre no mercado financeiro. Se você quer mais retorno, vai ter que assumir mais risco. E risco de perda, que fique bem entendido.

Crédito do thumbnail: Free Digital Photos.

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