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Investimentos

Migrar para fundos mais baratos: vale a pena?

A guerra dos spreads chegou aos fundos DI. A Caixa Econômica já anunciou redução das taxas de administração de seus fundos, no que pode ser seguida pelo Banco do Brasil. A questão em foco é o impacto da redução da taxa SELIC na rentabilidade desses fundos, e a concorrência com a Caderneta de Poupança. Já comentamos este assunto no post O fim da Caderneta de Poupança como a conhecemos.

A pergunta que o investidor pode estar se fazendo neste momento é: será que vale a pena migrar de um fundo mais caro para outro mais barato? A resposta parece óbvia, mas as aparências podem enganar! Lembre-se que, ao migrar de fundo, você estará zerando a contagem de tempo para a cobrança de imposto de renda sobre a rentabilidade do fundo.

Lembremos o conceito: em fundos de renda fixa, o imposto de renda é cobrado de acordo com uma regra de alíquota regressiva, dependendo do tempo decorrido desde a aplicação:

  • até 6 meses: 22,5%
  • de 6 a 12 meses: 20%
  • de 12 a 24 meses: 17,5%
  • acima de 24 meses: 15%

Digamos que, por hipótese, o seu dinheiro esteja há mais de 24 meses aplicado em um fundo DI que cobra 2% ao ano. Portanto, qualquer resgate sofrerá cobrança de IR à alíquota de 15%. Ao migrar para um fundo mais barato (digamos, com taxa de 1,5% ao ano), a contagem de tempo zera, e você passa novamente a ser tributado em uma alíquota de 22,5%. Vamos testar, então, uma hipótese extrema: você resgata do fundo mais caro, aplica no fundo mais barato, e resgata novamente após 3 meses. Será que o efeito sobre a sua rentabilidade foi positivo? Vejamos.

Nestes 3 meses, considerando uma SELIC de 9% ao ano, e que o fundo DI rende bruto esta taxa, teríamos aproximadamente as seguintes rentabilidades líquidas:

Fundo 1 (2,0% de taxa de administração): ( 9% – 2% ) * ¼ * 85% = 1,49%

Fundo 2 (1,5% de taxa de administração): ( 9% – 1,5% ) * ¼ * 77,5% = 1,45%

Neste caso, não valeu a pena a migração. Mas este é apenas um exemplo, por sinal bastante extremo. Você deve calcular o seu próprio caso, usando o raciocínio desenvolvido acima.

Crédito do thumbnail: Free Digital Photos.

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4 Comentários

  1. ivan couto disse:

    na verdade não, visto que o dinheiro do IR irá render dividendos extras, quando comparado com aplicações sem come-cotas

  2. Juliano disse:

    Os fundos de renda fixa não estão sujeitos à cobrança semestral do imposto de renda, chamada de come-quotas?

    • Dr. Money disse:

      Sim Juliano, os fundos de renda fixa estão sujeitos ao come-cotas, que é um adiantamento do pagamento do IR. Mas a alíquota permanece a mesma. Assim, o raciocínio continua válido.

    • Rafael disse:

      Fundos referenciados DI, Renda Fixa e Multimercado estão sujeitos a antecipação semestral do imposto (come-quotas).

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