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Investimentos

A Relação Fiduciária ou Você compraria um carro usado deste homem?

Escolher um fundo de investimento pode ser uma tarefa bastante árdua. Ou não. Depende do grau de conhecimento que você tem do funcionamento de um fundo. Quanto menos conhecimento você tem, mais fácil.

– Mas como assim? Não deveria ser o contrário?

Explico: a maior parte dos investidores considera o fundo de investimento como uma extensão do banco onde possui conta corrente. O fundo é, então, mais um produto financeiro, assim como a caderneta de poupança ou um seguro. Fica fácil, então, escolher: investe-se no fundo onde se mantém a conta corrente.

Mas essa “no-brain decision” torna-se mais complicada na medida em que se tem consciência da responsabilidade que se transfere ao se investir em um fundo. Tanto é assim, que a relação entre o investidor e o gestor é chamada de relação fiduciária. Fidúcia, em latim, significa confiança (Dr. Money também é cultura!). Portanto, trata-se de uma relação de confiança, de alguém que transfere para um terceiro a responsabilidade de administrar o seu rico e suado dinheirinho.

Há dois tipos de riscos nessa delegação de responsabilidade: os riscos de mercado e os riscos fiduciários. Aos riscos de mercado você estará exposto sempre que se aventurar pelo mercado financeiro, seja através de um fundo de investimento, seja comprando diretamente os ativos. É o risco da ação que você comprou despencar, ou da empresa que emitiu a debênture que desgraçadamente está no fundo onde você investiu quebrar. O risco, neste caso, é de uma má decisão do gestor, que deveria ter saído de bolsa e não saiu, por exemplo.

E os riscos fiduciários? Como o próprio nome diz, são riscos ligados à quebra de confiança entre o investidor e o gestor. Ou, em outras palavras, é o risco do gestor agir de acordo com outros interesses que não sejam estritamente os interesses do investidor. Que é quem, afinal, paga a conta no final do dia.Algumas regras da boa convivência fiduciária incluem o Chinese Wall e a Marcação a Mercado. O Chinese Wall refere-se à separação que deve haver entre o dinheiro do caixa do gestor e o dinheiro dos clientes. Cada coisa no seu lugar, senão o investidor corre o risco de ver o seu dinheiro ser tratado como uma coisa de segunda categoria. Já a Marcação a Mercado denomina a prática de reconhecer o valor dos ativos que estão na carteira do fundo de investimento pelo seu real valor de mercado, ou seja, pelo preço pelo qual seria vendido. Veremos em detalhes essas duas regras em posts futuros.

A pergunta que não quer calar é: “Ok, entendi, mas como saberei se o gestor do meu fundo cumpre essas tais de regras fiduciárias?”. É uma excelente pergunta, e para a qual não há uma resposta fácil. A CVM tem justamente como uma de suas tarefas coibir abusos e verificar se as estruturas dos gestores têm condições de garantir o cumprimento dessas regras. Mas sabemos que a simples existência do xerife não impede que o crime seja praticado. Madoff que o diga!

Na prática, trata-se sempre de uma questão de confiança. Como você escolhe o seu médico? Ou o mecânico do seu carro? Nestes exemplos, você constrói uma relação de confiança ao longo de anos. O mesmo com o seu gestor. O importante é ter em mente que a escolha de um fundo de investimento deve ir muito além da análise de sua rentabilidade.

Crédito do thumbnail: Free Digital Photos by patrisyu.

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