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Educação Financeira

Se você tem dívidas, rezar ajuda, mas pagá-las é ainda melhor

Hoje estava no carro, e o noticiário não estava especialmente inspirador. Comecei a “zapear” pelas estações, e parei em uma rádio evangélica. O programa era curioso: um pastor fazia propaganda de um “projeto” para o qual os ouvintes poderiam contribuir com suas doações. E de que se tratava o tal “projeto”? Até onde pude entender, as doações seriam utilizadas para a sustentação do tal programa de rádio e, claro, do pastor. Mas o curioso vem agora. O que ganhavam os doadores? Uma ajudinha dos céus para pagarem suas dívidas!

O programa todo era recheado com “testemunhos”, enviados para o programa e lidos por uma pastora. Em um deles, o agraciado contava que tinha uma dívida de R$ 50.000 no banco. Foi só fazer uma doação para o tal “projeto” e, no dia seguinte, o gerente do banco ligou para oferecer uma renegociação, e a dívida caiu para R$ 3.000 (!), com direito ainda a um cartão de crédito com limite de R$ 50.000. Outro caso: um ouvinte tinha uma dívida de R$ 100.000, fez a doação para o “projeto”, tirou um extrato no banco, e a dívida havia caído para R$ 343!!! E os testemunhos se seguiam.

Não vou aqui entrar no mérito do programa, do “projeto”, ou da má ou boa fé dos seus promotores. O que me importa é o fato de que, se um programa desse tipo tem ibope, significa que tem muita gente endividada, e sem perspectiva de solução para os seus problemas financeiros. O Todo-Poderoso pode ser um apoio espiritual para momentos difíceis da vida, mas dificilmente se ocupará em pagar as suas dívidas. Para isso, é preciso trabalho duro, disciplina e desprendimento. Vejamos três providências que você pode tomar para sair dessa triste situação.

Em primeiro lugar, é preciso identificar as suas principais fontes de desperdício de dinheiro com juros: cartões de crédito e cheque especial vêm em primeiro lugar na fila. Procure trocar essas dívidas por outras com juros mais baixos. Por exemplo, um empréstimo bancário.

Em segundo lugar, veja se seu orçamento está equilibrado, e corte despesas na carne, até conseguir pagar as suas dívidas. É preciso fazer um superávit a qualquer custo, ou seja, gastar menos do que se ganha. Ah! e não se esqueça de incluir os juros entre suas despesas.

Finalmente, em terceiro lugar, venda patrimônio para pagar suas dívidas (aqui entra o desprendimento). Às vezes vale a pena vender o imóvel onde se mora, porque o aluguel sai mais barato do que os juros que estão sendo pagos. Mas, atenção! Cuidado para não “queimar” patrimônio para consumir tudo em um orçamento desequilibrado. Você vai “comer” o seu apartamento, e ficará com a mesma dívida de antes. Por isso, o segundo passo é tão importante quanto o terceiro. A venda de patrimônio é um recurso extremo, mas às vezes é a única saída para o reequilíbrio das finanças domésticas.

Dívidas não são necessariamente ruins. Mas em um país como o Brasil, com os juros mais altos do mundo, é preciso muito cuidado para que o diabo não puxe o seu pé à noite. E, para isso, além de rezar, procure manter o seu orçamento equilibrado, evitando consumir acima de sua capacidade.

Crédito do thumbnail: Free Digital Photos by David Castillo Dominici.

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1 Comentário

  1. Kathia disse:

    Que artigo maravilhoso. Do começo ao fim, o texto estava inspirado. Parabéns.

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